Entrevista no Gagá Games, e rápidas para encerrar a semana

Bom pessoal, estive meio ocupado essa semana com trabalhos de Pós e outras tretas, mas felizmente continuo firme e forte aqui no Side Scroll Castle. Para encerrar a semana, seguem algumas notícias bem rapidinhas:

Side Scroll Castle no Gagá Games

É isso mesmo! Fui entrevistado pelo André Breder do blog Gagá Games! =D

Bom, como sou fã do blog do Orakio e companhia, fiquei muito feliz com o convite. Mais uma vez muito obrigado André! E sucesso para todos nós retrogamers!

E quem quiser conferir um pouco mais sobre a minha pessoa, segue este link: http://www.gagagames.com.br/?p=16288

Sega adia Sonic 4

Sonic 4Taí uma notícia interessante. A Sega decidiu adiar um pouco o lançamento do jogo Sonic The Hedgehog 4. Motivo? Aparar umas arestas e apertar alguns parafusos para que o jogo fique impecável.

Essa não é uma má notícia, afinal isso significa na teoria a promessa de um jogo ainda melhor. Assim como Miyamoto sensei, que costuma adiar Zelda várias vezes para aperfeiçoar o game, a Sega terá a chance de criar um game realmente digno de ser uma sequência da trilogia mais amada da empresa.

Além disso, foi confirmado o iPhone/iPod touch como a quarta plataforma a receber a nova edição do jogo.

No geral, só achei estranho a Sega fazer frescura a semana toda, falando sobre essa notícia como se fosse algo repetacular, o que não é…mas enfim agora é torcer para que a Sega capriche nesse game.

Rocket Knight foi lançado (Notícia velha, eu sei :P)

Rocket Knight logoÉ isso ae, fãs do cavaleiro opossum! A Konami lançou no dia 12 de maio Rocket Knight para Steam, PSN e Xbox Live. Já baixei o game no meu notebook e zerei o joguinho. Pretendo falar sobre ele em breve!

Algum video legal pra compartilhar?

Claro! Segue um video bem legalzinho, onde o cara tenta salvar Rockman 7 FC. Esse jogo é um remake de Megaman 7, lançado para SNES, só que com gráficos 8-bits.

Eu baixei este jogo também (é gratuito) e realmente, os caras deram um show nesse demake. Muito bem feito, mantém as características do original, só que está um pouco mais difícil, bem nos moldes dos clássicos de NES. Vale a pena conferir!

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Cheetahmen II (NES)

Boxart americana

Boxart americana

  • Desenvolvedor: Active Enterprises
  • Publisher: Active Enterprises (not licensed by Nintendo)
  • Data de lançamento: não lançado – protótipo descoberto e disponibilizado em 1996
  • Gênero: Sidescrolling platform game

Bom, esta aqui vai ser uma análise interessante, pois ao invés de elogiar o quanto eu amo determinado jogo, este aqui será bem massacrado…

Cheetahmen II, continuação de Cheetahmen, um dos 52 jogos do infâme Action 52. A Active Enterprises é conhecida por ter criado poucos jogos com “excelente” qualidade. Preparem-se então para conhecerem um dos piores jogos do NES, se não for o pior!

Mas afinal, o que é Active Enterprises?!?

Action 52, da Active Enterprise

Action 52, da Active Enterprise

Active Enterprises foi uma desenvolvedora de games fundada em 1989. Um dos fundadores, Vince Perri (que provavelmente fez cirurgias plásticas e troca de sexo para nunca mais ser reconhecido depois de tamanha vergonha) viu seu filho jogando um cartucho pirata contendo 40 jogos, e a vizinhança enlouquecida com o produto. Assim ele teve uma brilhante idéia: por que não entrar no mercado de games lançando uma coletânea mas de forma legal?

Lógico que a idéia em si é muito boa, pena que ele não entendeu que os cartuchos piratas costumam vir com jogaços. Eu mesmo tenho um cartucho Super 11 in 1 para SNES que adquiri com orgulho no Mercado Livre, contendo Star Force, Star Soldier, Ms. Pacman, Mr. Do, Super Pang, Top Gear, entre outros jogos que o tornam um ótimo cartucho.

Assim surge o Action 52, um cartucho contendo 52 jogos originais. O preço sugerido era de US$ 199,00….

É isso mesmo que você leu: CENTO E NOVENTA E NOVE DÓLARES! Era praticamente o preço de um console! Seria um bom negócio se tivesse bons jogos, mas hoje em dia imagino a cara de decepção dos filhos quando ganharam de seus pais essa bomba…todos os jogos, sem exceção, são extremamente mal-feitos, com inúmeros bugs e problemas técnicos que os tornavam “injogáveis”.Talvez o menos pior de todos era o Cheetahmen, ou Action Gamemaster: um jogo de ação onde homens cheetah mutantes combatem Dr. Morbis, um cientista maluco.

Cara, não acredito! São eles, os Cheetahmen!!!

Cara, não acredito! São eles, os Cheetahmen!!!

Mas o mais interessante era a cara de pau da empresa ao tentar promover os Cheetahmen. A Active tinha planos ambiciosos para criar quadrinhos, bonecos, camisetas e até desenho animado, querendo competir de igual para igual com Battletoads e Tartarugas Ninjas. Segundo a própria Active, Cheetahmen seria o nome mais desejado no natal daquele ano.

Enfim, o cartucho seria demolido por inúmeras revistas na época, o que destruiu a credibilidade da Active Enterprises e frustrou assim seus planos de dominação mundial faturar em cima dos Cheetahmen.

Mais tarde, a Active contrataria a FarSight Studios para criar uma versão do Action 52 para Mega Drive. A FarSight era nova no ramo mas até que programava bem, está viva até hoje desenvolvendo games para PSP, PS3 e Wii. Porém a versão para Mega Drive, embora melhor do que a de NES, ainda era uma coletânea de jogos medíocres vendidos a um preço abusivo.

Action Gamemaster: eu quero...NOT

Action Gamemaster: eu quero...NOT

Não demorou muito para que a Active Enterprises sumisse de uma vez por todas, para o bem da humanidade. Mas antes de sumir, revelaram planos “incríveis” para o futuro, como uma sequência do Cheetahmen para o NES, Action 52 para SNES e um console portátil compatível com NES, SNES e Mega Drive, e com suporte a CD-ROM…tá na cara que uma empresa como esta adora falar besteira sem pensar antes.

Mas se eles faliram antes de lançar Cheetahmen II, como o jogo foi encontrado?

Tela título

Tela título

Cheetahmen II chegou a ser desenvolvido em 1992, porém devido aos inúmeros bugs, o jogo nunca foi lançado. Porém, em 1996 foram encontradas em torno de 1500 cópias do jogo escondidas em um armazém, e acabaram sendo vendidas no mercado paralelo.

O jogo se tornou uma pérola por ser assim tão horrendo, e logo virou motivo de piada no mundo todo.

Chega de papo e vamos analisar essa bomba!

O jogo

pedaços da CG de abertura

Pedaços da CG de abertura

Cheetahmen II é um jogo de plataforma onde o jogador controla Apollo, Aries e Hercules numa jornada para derrotar Dr. Morbis, seu assistente Cygore e sua criação mais poderosa, o King Kong Ape-man.

De acordo com a própria introdução do jogo, o jogador controla um dos três Cheetahmen a cada 2 estágios. As 2 primeiras fases são com o Apollo, o arqueiro; a terceira e a quarta fase ficam por conta de Hercules, o cara da força bruta; por fim as duas últimas fases são jogadas na companhia de Aries, o mexicano (acho que é isso, ele luta com maracas).

Tela do jogo

Tela do jogo

O jogo em si é o típico game de plataforma com ênfase maior no combate de inimigos e com poucos obstáculos, e cada personagem possui um tipo diferente de ataque: Apollo usa flechas, preferindo combate à distância. Já Hercules usa os punhos e Aries as maracas para um combate mais corpo a corpo (UI!).

Enquanto o personagem anda pela fase, deve enfrentar tropas de inimigos como minhocas, cães, besouros, homens rinocerontes, mini tornados (?) e uma criatura sem corpo que usa uma espada (???). A cada 2 estágios, um chefe aparece e, ao ser derrotado, o jogador assume outro Cheetahman.

O que faz valer a pena?

Bom, err….a musiquinha que toca de fundo é legalzinha, e ter a oportunidade de jogar um game que não foi lançado oficialmente vale pela curiosidade….

Bom, vamos para o próximo tópico…

O que prejudica a experiência?

Agora sim! Para começar, esse jogo foi feito em 1992. A idéia da Active era a de competir com Tartarugas Ninjas e Battletoads, certo? Então vamos comparar os jogos:

Teenage Mutant Ninja Turtles - 1989

Teenage Mutant Ninja Turtles - 1989

Battletoads - 1991

Battletoads - 1991

Cheetahmen II - 1992

Cheetahmen II - 1992

Como um jogo de 1992 pode ter gráficos piores do que jogos de 89 e 91? Como a Active acha que pode competir contra os 2 jogaços ali em cima? Olhe pra screenshot do jogo à esquerda deste parágrafo: é totalmente sem sal, mesmo Super Mario Bros, um dos primeiros games do NES, possui gráficos melhores do que isso.

Lógico que, por ser um jogo não licensiado, a Active teve que se virar para conseguir programar sem o kit de desenvolvimento oficial da Nintendo, mas podemos comparar Cheetahmen II com jogos não licensiados como Wally Bear, Master Chu e Bible Adventures, e o resultado será o mesmo: Cheetahmen tem os piores gráficos.

Apesar de ser um brutamontes, Hercules pode voar através da técnica milenar "sacred bug wings"

Apesar de ser um brutamontes, Hercules pode voar através da técnica milenar "sacred bug wings"

Além disso, o jogo é um bug geral. São inúmeras falhas de programação e erros não corrigidos. Para começar o jogo é famoso por permitir que Aries e Hercules voem pelo cenário. Basta executar um ataque no ar, e logo em seguida pressionar o pulo. Com isso você tem pulos infinitos e pode passar ileso pelos estágios. Pena que os desenvolvedores não deram essa habilidade ao Apollo, que só sabe atirar flechas em pé. Não há como agachar para enfrentar as minhocas e cães, ou seja, esses inimigos menores destroem Apollo facilmente. Como querem que Os Cheetahmen sejam populares desse jeito? Eu nunca vi Battletoads ou TMNT terem problemas com inimigos tão insignificantes. TMNT tinha cães robôs, mas esses eram inimigos bem traiçoeiros e poderiam ser derrotados com ataque e habilidade, mas aqui temos que controlar Apollo com sua fobia a insetos e cães.

Veja que legal, você pula, e morre antes de chegar no chão

Veja que legal, você pula, e morre antes de chegar no chão

Além disso, bugs como morrer antes de chegar ao chão por causa da altura, ou inimigos sem colisão nenhuma com o cenário, tornam o jogo uma vergonha. O pior é que boa parte desses erros existiam no Cheetahmen I, ou seja, mesmo que esse jogo estivesse mais completo, esses erros persistiriam.

E nessa versão, o jogador pode jogar apenas com Apollo e Hercules. Aries ficou nos últimos estágios, que simplesmente não são acessíveis. Após derrotar o Ape-man, o jogo não passa de fase e o jogador fica preso no estágio 4. Esses 2 últimos estágios são acessíveis apenas hackeando a rom. Li em um site que essas duas fases perdidas são basicamente cópias dos primeiros estágios de Cheetahmen I.

Pra que Donkey Kong quando temos o carisma incomparável de Ape-man

Pra que Donkey Kong quando temos o carisma incomparável de Ape-man

Além disso os sons são horrendos, o design das fases são sem cabimento, os inimigos são escrotos, a animação é péssima, a jogabilidade é horrenda…cara só jogando para ver o quão mal-feito é esse jogo.

E mesmo com uma programação decente, como alguém vai gostar de personagens tão genéricos como Cheetahmen? Olhe para eles na boxart e nas screenshots, não há nada de especial para se notar, a arte é péssima e o conceito pior ainda. Tenho certeza que uma criança de 10 anos pensaria em algo melhor do que isso.

Cheetah in the dark

Alguém me explique por favor que diabos é essa coisa sem corpo!

Alguém me explique por favor que diabos é essa coisa sem corpo!

O que é mais interessante nisso tudo é que o jogo é extremamente popular no Japão (mas no sentido de ser infâme e tosco). Em meados de 2007, surgiu uma febre em torno dos Cheetahmen. Assim usuários passaram a criar remixes da trilha sonora, remakes, fanart e outras bizarrices que só o Japão é capaz de fazer.

Se quiser saber mais sobre essa febre, clique aqui e leia esse pequeno artigo que eu enviei para o site Know Your Meme. Tá recheado de vídeos cômicos parodiando a música principal de Cheetahmen.

Conclusão

Apollo, experimente dar uns pisões nas minhocas da próxima vez

Apollo, experimente dar uns pisões nas minhocas da próxima vez

Não é muito difícil entender o porque quase ninguém se lembra da Active Enterprises. Era apenas uma companhia estúpida, que falava muito mais do que realmente poderia cumprir. Cheetahmen II é um dos jogos mais toscos de toda a biblioteca do NES, sendo motivo de piada até hoje. Se eu tivesse participado da criação deste jogo, eu jamais incluiria esta informação no meu curriculum.

Sei que se trata apenas do protótipo de um jogo, mas percebe-se a exemplo de Cheetahmen I que a Active iria provavelmente manter os mesmos bugs caso tivessem dado tempo maior ao desenvolvimento, provavelmente não tinham capacidade para corrigir os bugs e melhorarem o jogo. Resumindo, Cheetahmen II é um fiasco, mas vale a pena jogar só para dar boas risadas. 😀

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Filme de fãs: Street Fighter Legacy

Vi este video há alguns dias, e só tenho uma pergunta a fazer: Como profissionais do cinema puderam ser tão estúpidos com a franquia Street Fighter, criando filmes tão porcos como Street Fighter Movie e Legend of Chun Li??

Veja abaixo este video feito por fãs:

É incrível como um trabalho amador de pouquíssimos minutos e orçamento bem menor foi capaz de superar os filmes da telona. Pode parecer meio tosco em alguns aspectos, mas consegue ser épico.

Falando em Street Fighter, estou viciadão em jogos de luta. Passei o final de semana jogando Hyper Street Fighter 2 para PS2 e Hokuto no Ken, outro excelente jogo de luta publicado pela Sega e desenvolvido pela Arc System Works. Preciso fazer análises de alguns jogos de luta, são viciantes ao extremo.

E para encerrar este post, um video bem bacana em duas partes comparando Street Fighter 2 em 11 plataformas diferentes, incluindo DOS, Gameboy e Master System:

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King of Famicom?

Bom, enquanto estou elaborando meus novos posts, resolvi postar algo bem rápido e comédia que eu encontrei esses dias:

Com certeza o melhor jogo de luta do século passado 😀 😀 😀

Só fiquei um pouco decepcionado com o chefe final do jogo, nada a ver incluir o cara…mas enfim…

Update 12/05/2010: O leitor Eduardo Shiroma postou nos comentários uma tradução para os textos em japonês do video. Mais uma vez obrigado, Eduardo! =)

Segue ae a tradução:

Texto da carta:
ファミコンワールドのキャラクターたちに
Mとなのる じんぶつから
いっつうの しょうたいじょう がとどく...
Um convite chega para os personagens do Mundo Famicom de alguém que se denomina M…

キング オブ ファミコン を かいさいする
ルールは メーカーごとに 3にん1くみの
チームせんけいしきで とりおこなう
O King of Famicom realizar-se-á.
Cada fabricante tem como regra a realização de disputas com 1 time de 3 pessoas.

しょくんらの けんとうに きたいする
[M]
Senhoras e senhores aguardam pela luta.
[M]

Texto ao chegar no estágio do chefe final M:
そして ついに M が すがたをあらわす
Então, M finalmente aparece.

セガワールドを せいあつしたMは、
ファミコンワールドも てにするべく、
じつりょくしゃを おびきよせるために
トーナメントを かいさいしたのだった
M, que suprimiu o Mundo Sega, realizou o torneio para atrair figuras influentes e conquistar o Mundo Famicom.

ファミコンワールドぜんどを ゆるがす
ながいたたかいは ここからはじまる...
Uma longa batalha que chacoalha toda a terra do Mundo Famicom começa agora…

そして
でんせつ
「Michael Quest」へ!
Então, até a (Lenda de) [Michael Quest]!

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Castle of Illusion starring Mickey Mouse (Mega Drive)

Boxart americana

Boxart americana

Boxart japonesa

Boxart japonesa

  • Desenvolvedor: Sega AM7/Team Shinobi
  • Publisher: Sega
  • Data de lançamento: 1990/1998 (remake para Sega Saturn japonês)
  • Gênero: Sidescrolling platform game
Mega Drive, em toda sua glória!

Mega Drive, em toda sua glória!

Logo no início dos anos 90, com o Mega Drive recém-lançado no japão e nos EUA, a Sega estava disposta a ganhar uma bela fatia do mercado de games domésticos a todo custo. No Japão a estratégia de marketing não foi das melhores, assim o Mega perdeu feio para a Nintendo e o Famicom com Super Mario Bros 3, e o lançamento do Super Famicom tornou a situação ainda pior.

Mickey Mouse

Já a Sega americana parecia ser uma empresa completamente diferente. Ao contrário dos malas-sem-alça da Sega japonesa (aliás, a Sega JP foi a maior vilã e a responsável pela queda da Sega como um todo…mas isso já é uma outra história), a representante americana não ficou de bobeira e partiu para um marketing agressivo, o famoso Genesis does what Nintendon’t. Como não tinham o suporte das third parties, que estavam presas ao contrato de exclusividade da Nintendo, o jeito foi produzir games licenciados por celebridades, como Moonwalker, Joe Montana football, etc. Entre esses jogos, estava o de um velho camundongo, extremamente conhecido, estrelando um dos games de plataforma mais conceituados de todos os tempos.

O jogo

Tela de título

Creio que posso muito bem deixar de lado uma introdução quanto ao protagonista. Se você nunca ouviu falar no Mickey Mouse, então você provavelmente esteve fora do planeta terra por um século. Mickey é talvez o mais famoso personagem criado por Walt Disney e que está na ativa até os dias de hoje.

Neste game, Mickey e Minnie estão felizes passeando e namorando pela floresta, quando a maléfica bruxa Mizrabel sequestra sua amada com o intuito de roubar sua beleza e juventude. Mickey persegue a bruxa até encontrar o castelo que dá nome ao jogo.

A tradicional fase da floresta

A tradicional fase da floresta

A partir daqui, o jogador deverá percorrer o castelo, cujas portas levam Mickey a diversos estágios, que vão desde florestas até um mundo de brinquedos. Os estágios são bem elaborados, criativos e recheados de armadilhas tradicionais dos jogos de plataforma.

Para encarar essa aventura os comandos são muito simples, com o direcional Mickey anda, e os botões servem para pular ou atirar itens. Para atacar, Mickey pode pular nos inimigos (a tradicional bundada) ou atirar objetos como maçãs adquiridas pelo caminho, e que variam de acordo com o estágio.

Chefão da floresta

Chefão da floresta

Após passar pelo estágio, o jogador deve enfrentar um chefe, que ao ser derrotado fornece uma pedra. Ao coletar as 7 pedras, Mickey terá acesso à torre onde a bruxa esconde a Minnie. Assim o objetivo é passar pelos estágios atrás dessas pedras para enfrentar Mizrabel e vencer o jogo.

Considerando que o jogo é baseado em personagens da Disney, a dificuldade é boa. Crianças podem se divertir a vontade nos primeiros estágios, mas com certeza terão um bom desafio nas fases finais do jogo. O jogo tem um sistema de seleção de dificuldade também, podendo aumentar o desafio do jogo para os jogadores adultos e hardcore.

A biblioteca gigante

A biblioteca gigante

O que faz valer a pena

É uma idéia simples o design desse estágio, mas é bonito de se ver, e olha que tem fase mais bonita do que essa

É uma idéia simples o design desse estágio, mas é bonito de se ver, e olha que tem fase mais bonita do que essa

Quem é fã da Disney vai se encantar com o excelente trabalho da Sega neste game. Transportaram com fidelidade toda a sensação de um desenho Disney para o jogo, contendo inimigos carismáticos, cenários mágicos e fantásticos, como o estágio da biblioteca gigante, com direito a um mergulho no copo de chá que leva o jogador a uma mini fase. Enfim, as ilusões do castelo são do melhor estilo Disney possível, e os excelentes gráficos e trilha sonora fazem o jogador se sentir em um desenho típico da gigante da animação.

A bela fase dos brinquedos

A bela fase dos brinquedos

A jogabilidade é muito boa, ainda mais considerando que este é um dos primeiros jogos do Mega Drive. É simples, mas viciante. O controle não precisa ser complexo, pois o desafio está no design das fases. E cada fase apresenta uma situação diferente e muito bem elaborada, como na fase dos brinquedos onde Mickey deve subir um conjunto de blocos e escadas para pegar uma chave que, ao ser coletada, transforma a escada em uma descida escorregadia, pela qual o Mickey sai correndo que nem um louco até chegar no chão da fase, onde a saída o aguarda. Esse tipo de desafio aparece direto, e abre um sorriso no rosto toda vez que aparece algo do tipo, além de não deixar o jogo cair na repetição. Ou seja, embora os controles sejam simples, cada fase é uma experiência única.

O que prejudica a experiência

Andando  pelo Castelo

Andando pelo Castelo

Sinceramente…tô meio que forçando minha cabeça para encontrar defeitos neste game…

O único defeito que consigo ver neste jogo é a possível falta de inovação. No geral é apenas mais um jogo de plataforma, chegando até a ser considerado um clone de Mario, o que eu discordo. Mas realmente não há nada demais na gameplay, pois andar, pular e atirar é uma mecânica já utilizada há muito tempo…

Mas quem se importa? Se o jogo faz o que promete, e de forma competente, já tá valendo! E Castle of Illusion é um jogo de plataforma bonito e competente.

Outras versões

Versão do Master System

Versão do Master System

Castle of Illusion recebeu versões para Master System e Game Gear. Essas duas versões são um pouco diferentes na jogabilidade. Enquanto no MD o jogo é mais arcade, nos consoles 8-bits da Sega o jogo possui um sistema de carregar objetos, criando assim pequenos puzzles como uso de alavancas, chaves e botões para prosseguir nas fases. Além disso, nestas versões o Mickey pode selecionar o estágio, quase no estilo Megaman, ao contrário da versão MD onde Mickey vai abrindo porta por porta e encarando os estágios na mesma ordem. Vale a pena conferir estas versões 8-bits também, vou fazer uma análise delas em breve.

Sega e o mundo encantado de Walt Disney

Pois é, a Capcom não foi a única a ter licença para criar jogos com os personagens da Disney. A Sega também teve permissão para criar jogos com o Mickey e o Donald, e  surgiram grandes clássicos dessa parceria. Entre eles podemos citar as continuações de Castle of Illusion (Land of Illusion, Legend of Illusion e World of Illusion) e os jogos com o Pato Donald (Quack Shot, Lucky Dime Caper, Deep Duck Trouble). Foram poucos jogos, mas a Sega fez bonito em todos eles.

Conclusão

Última batalha, contra a bruxa Mizrabel

Última batalha, contra a bruxa Mizrabel

A Sega não poderia ter tido uma idéia melhor na época para ajudar o Mega Drive na guerra contra a Big-N. Um game estrelado pelo Mickey Mouse com ótima jogabilidade e toda a magia dos estúdios Walt Disney fielmente passados para os 16-bits da Sega só poderia ser um sucesso, sendo bem criticado pelas revistas da época e tornando-se uma verdadeira febre e lenda.

Enquanto o ouriço azul ainda estava sendo formado no ventre da Sega, Mickey conseguiu segurar as pontas e alavancar as vendas do console. É um jogo tão bom que acabou sendo relançado anos depois no japão para o Sega Saturn, junto com Quack Shot. Esse game é obrigatório para todo dono de Mega Drive, e recomendado para todo fã de jogos de plataforma.

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Joe & Mac (SNES)

Boxart americana

Boxart americana

Boxart japonesa

Boxart japonesa

  • Desenvolvedor: Data East
  • Publisher: Data East
  • Data de lançamento: 1992
  • Gênero: Sidescrolling action game

Joe & Mac, Caveman Ninja ou Tatakae Genshijin. Quem viveu a época de ouro dos 16-bits deve lembrar desse clássico da finada Data East. Me lembro de ter visto uma vez na locadora alguém jogando, e fiquei maravilhado com a batalha contra um dinossauro gigante. Para quem estava acostumado com os jogos de Master System, ver um sprite de um dinossauro desafiando o jogador era algo épico demais para acreditar. Ao adquirir o SNES, foi um dos primeiros jogos que eu aluguei, e hoje, quando me lembro de Joe & Mac, só me arrependo de não ter comprado este game.

Fight! Cavemen!

Joe salvando a gatinha das cavernas no arcade

Joe salvando a gatinha das cavernas no arcade

Joe & Mac é um jogo de ação criado para os arcades. Esta versão provou ser um sucesso, o que incentivou a Data East a lançar ports para diversas plataformas, como o DOS, Amiga, NES, e SNES.

Esse último recebeu uma versão no mínimo curiosa. Chega a ser um jogo diferente ao invés de um simples port. O gameplay difere bem da versão original, com fases maiores e passagens secretas, um world map para escolher os estágios, sistema de armas alternativo…enfim, a Data East resolveu criar um jogo menos arcade e mais voltado para o estilo de plataforma dos consoles, exigindo maior dedicação do jogador. É spbre essa versão que eu vou comentar nos próximos parágrafos.

O jogo

Title screen

Title screen

Joe & Mac para SNES é um jogo de ação onde dois ninjas das cavernas, Joe e Mac (dãh), se unem para salvar as mulheres de sua aldeia, que foram raptadas por neandertais na seca. Não é um roteiro original digno de um oscar, mas para a época estava de bom tamanho.

Durante a jornada, os dois cavernosos enfrentam muitos neandertais, que atacam de diversas formas, seja jogando pedras ou atacando com o tacape (na maioria desses ataques ele ri do jogador ao acertar o golpe e depois sai correndo covardemente) ou até mesmo pilotando um helicóptero de madeira (?). Além deles, há piranhas, dinossauros menores, e é claro os chefes.

Travessero de PREEDAAAAAA....

Travessero de PREEDAAAAAA....

Os chefes consistem em dinossauros bem maiores, que muitas vezes ocupam metade da tela. São batalhas muito divertidas e exigem que o jogador estude o movimento dos gigantes para descobrir a melhor oportunidade para o ataque. Ao derrotar o chefe, você salva uma das mulheres de sua vila, que beijará apenas o cavernoso que melhor contribuiu para a derrota do monstrengo.

Para atacar o jogador conta com o seu tacape de madeira, mas com o passar do jogo pode adquirir 4 armas para facilitar sua jornada: os ossos, o bumerangue, a bola de fogo e o pneu de pedra. Cada arma tem suas vantagens e desvantagens, e tirando o pneu, as outras 3 são praticamente as mesmas armas vistas em Adventure Island. Além do ataque, Joe & Mac possuem um pulo ninja, executado ao pressionar cima + pulo, o que os ajudam a alcançarem lugares mais altos.

O jogador conta também com uma barra de energia, contendo 5 corações que podem ser restaurados com os churrascos de dinossauro encontrados pelo caminho. Ao perder os 5 corações (algo em torno de 10 golpes) o jogador morre, transformando-se num anjo. Na forma de anjo o jogador pode voar até um determinado local, onde ressucitará ao custo de uma vida, podendo utilizar-se disso para passar por um ponto que o matou anteriormente. Mas isso não alivia o desafio do jogo, que está na medida certa. Não é um jogo difícil, mas também não entrega o final do game de bandeja. Com dedicação o jogador consegue zerar este game, tendo trabalho maior com o último chefe, um diabo extremamente apelão.

O mapa do jogo

O mapa do jogo

Ao contrário da versão para arcade, que apenas jogava as fases e em alguns momentos permitia ao jogador escolher entre 2 caminhos, nesta versão o jogador anda por um mapa onde pode selecionar os estágios. Ainda é algo linear, mas possui alguns estágios extras acessados apenas se o jogador possuir uma chave. Para conseguir uma dessas chaves, o jogador precisa encontrar um pterodáctil rosa, que o leva a uma seção bônus, onde a chave está escondida. Esses estágios extras são pequenos, consistindo em chefes ou minigames simples que recompensam o jogador com vidas, armas ou energia.

O que faz valer a pena

Ação e elementos de run 'n jump

Ação e elementos de run 'n jump

Joe & Mac é um dos primeiros jogos do SNES, não utiliza toda a capacidade do console de 16-bits da Nintendo, mas possui gráficos muito bonitos, sprites bem animados e trilha sonora agradável e competente. As músicas possuem umas vozes de fundo com “huhs” e “hahs” bem neandertais, além do batuque meio pré-histórico; tudo feito para ambientar o jogador na idade das pedras. O tema do chefe é a minha predileta! 🙂

Os controles respondem muito bem aos comandos, e controlar Joe & Mac não tem segredo nenhum. Basta seguir em frente descendo a lenha nos inimigos e pulando os buracos para sobreviver.

De dupla é ainda mais legal!

De dupla é ainda mais legal!

O modo multiplayer é o ponto forte deste game, pois ao contrário de jogos como Super Mario World, onde um tem que esperar a vez do outro, em Joe & Mac os dois jogadores dividem a mesma tela, no melhor estilo arcade cooperativo. Existem dois modos para jogar de dupla: no game-A os dois jogadores não podem causar danos entre si, mas no game-B é preciso tomar cuidado para não matar o outro jogador, o que torna o jogo bem mais difícil.

O que prejudica a experiência

A maior falha do jogo é uma pequena regra do multiplayer que incomoda bagarai. Quando um dos jogadores perde suas vidas, não há como usar continues. Ele tem que esperar o outro jogador perder suas vidas para que ambos usem um continue e possam voltar a jogar juntos. Isso estraga muito a diversão, e nesses casos o jogador que perdeu acaba desistindo da partida. A Data East poderia muito bem ter elaborado algo similar aos arcades ou as regras dos games de Neo Geo, onde cada jogador possui uma quantidade limitada de créditos e pode usar seus continues a qualquer momento.

Além disso, bem que poderiam permitir ao jogador selecionar entre Joe e o Mac. Eu sempre gostei do design do Mac, mas sempre fiquei amarrado a utilizar o Joe pois o primeiro controle só pode usar o Joe. Os jogos do Mario (até hoje) sofrem do mesmo mal.

RIP Data East

Infelizmente, após a geração 16-bits, a Data East sumiu do mercado, por motivos financeiros. Após 3 continuações (Congo bongo, Joe & Mac 2 e Joe & Mac Returns) a série foi pro ralo junto com a empresa. Uma grande perda para os games.

Felizmente, a Golgoth Studios, uma empresa atual de desenvolvimento de games, adquiriu a licença da maioria dos jogos da Data East, e Joe & Mac é uma delas, que já está no papel. Será um remake HD do original para os arcade. Resta aguardar e torcer para que a Golgoth crie um excelente jogo.

Conclusão

Joe & Mac HD: Remake planejado pela Golgoth Studios

Joe & Mac HD: Remake planejado pela Golgoth Studios

Joe & Mac é um ótimo game de ação pré-histórica. Está entre os melhores games dessa temática, ao lado de Adventure Island e Bonk. Jogando sozinho é muito divertido, com dois jogadores a diversão é ainda maior, apesar do problema com os continues, e possui o que é necessário para entreter o jogador. Vale a pena conferir este clássico, que felizmente não está esquecido e ainda diverte muitos gamers.

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Captain Dynamo (DOS)

Boxart do jogo

Boxart do jogo

  • Desenvolvedor: Codemasters
  • Publisher: Codemasters
  • Data de lançamento: 1992
  • Gênero: Sidescrolling platform game

Quando falamos sobre PC hoje em dia, quais tipos de games vêm na cabeça? Com certeza CS são as primeiras letras que aparecem na mente. Além de Counter Strike, temos World of Warcraft, Ragnarok, Starcraft 2, Flight Simulator, Sims 3, entre outros jogos de FPS, RTS e MMORPG. Enfim, dificilmente pensamos em jogos de plataforma, arcade, puzzles ou games mais comuns de serem encontrados nos consoles. Embora o Steam forneça jogos desse tipo (como o Braid), além dos trocentos webgames em flash, o computador é uma plataforma voltada para jogos de tiro em primeira pessoa, estratégia em tempo real ou RPG multiplayer.

Mas nem sempre foi assim. Até a metade dos anos 90, os PCs eram plataformas com gêneros tão variados quanto os consoles. Tanto o IBM-PC (sistema operacional DOS) quanto o Amiga tinham ports de arcades (Street Fighter, Caveman Ninja, Golden Axe, etc.) e jogos de plataforma ou puzzles tradicionais, com a vantagem de possuírem temáticas mais adultas ou dificuldade elevada. Prova disso é o maravilhoso site Abandonia (http://www.abandonia.com), que serve de museu de jogos antigos para o velho DOS, além de fornecer downloads de algumas das verdadeiras pérolas dos PCs antigos.

Uma delas é o Captain Dynamo, lançado em 1992 pela Codemasters para diversas plataformas, como o Commodore 64, Atari ST e DOS. É sobre a versão do DOS que eu vou analisar neste post.

Super Aposentado

Verso da caixinha

Verso da caixinha

De acordo com a caixinha, um vilão sacana resolveu roubar diamantes. Com isso um super herói decide sair de sua aposentadoria para sentir novamente o gostinho de dar uma bicuda na boca dos super vilões e salvar mais uma vez o dia. Com essa simples introdução, Captain Dynamo entra em cena.

No melhor estilo plataforma, Captain Dynamo deve pular nos inimigos para derrotá-los, coletar os diamantes e enfrentar armadilhas perigosas. As fases são sempre no sentido vertical, de baixo para cima. O objetivo é chegar no topo do estágio.

Se soltar da cordinha, já era

Se soltar da cordinha, já era

O maior desafio do jogo são armadilhas nas fases. Existem diversas armadilhas diabolicamente posicionadas para pegar o jogador de surpresa. É preciso tomar cuidado com as serras no teto, os espinhos, poços de lava, esmagadores, entre outros obstáculos que anseiam pelo sangue do capitão. É necessário subir o estágio com muita cautela, pois uma mola pode arremessá-lo de cabeça aos espinhos, e o pulo precisa muitas vezes ser bem calculado antes de ser executado.

O que faz valer a pena

Muitos bônus na plataforma acima :D

Muitos bônus na plataforma acima 😀

Cada passo dado para subir o estágio é um desafio, e há uma grande satisfação ao conseguir passar ileso pelas armadilhas do estágio, o que faz com que o jogador continue seguindo em frente. É o típico desafio que ao invés de assustar o jogador acaba incentivando o mesmo a continuar jogando. E quando os desenvolvedores conseguem essa proeza, o resultado é um jogo de qualidade e viciante. Mesmo depois do primeiro game over o jogador se sentirá tentado a jogar uma nova partida. Se eu tivesse um PC com esse jogo na minha infância, certamente eu gastaria horas e horas na frente do monitor auxiliando o capitão em sua jornada.

Os gráficos são bem cartunescos e muito agradáveis. A musiquinha que toca de fundo é bem legalzinha também, fica na cabeça por um tempo. Além disso os controles são bem precisos tanto no teclado quanto no joystick.

O que prejudica a experiência

Será que eu ainda dou conta do recado?

Será que eu ainda dou conta do recado?

Faltaram uns retoques para que o jogo ficasse perfeito. Um exemplo disso é a ausência de efeitos sonoros. Tirando a musiquinha de fundo, nada faz som, o que já prejudica e muito a experiência do jogo. É incrível como a ausência de efeitos sonoros no pulo, na coleta de itens e em outros eventos fazem a diferença.

Além disso, há apenas uma música no jogo todo, e embora seja legalzinha acaba cansando depois de algumas partidas. Mas também, esses pontos podem ser ignorados, afinal foram apenas 3 caras que desenvolveram este jogo (verdade, os créditos na tela de abertura listam apenas um artista, um músico e um programador).

Conclusão

Não há muito mais o que falar sobre este game, mas Capitão Dynamo é recomendado para fãs de plataforma, pois embora seja simples e até mesmo bobinho, acaba divertindo bastante. Para quem curte jogos de plataforma e quer ver como eram os jogos do bom e velho DOS, segue ae a dica.

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