Memórias de um Retrogamer 1 – aprendendo a pular

Adorava esses jogos de tabuleiro!

Adorava esses jogos de tabuleiro!

Desde os meus 6 ou 7 anos de idade, sempre tive um grande interesse por jogos e interpretação de personagens. Adorava pegar um boneco qualquer (às vezes bastava duas pecinhas de Lego e muita imaginação) e imaginar aventuras e histórias fantásticas. Os jogos de tabuleiro então eram minha diversão predileta. Amava esse lance de jogar dados, mover um bonequinho no tabuleiro, ter que retornar ou avançar casas de acordo com onde caiu…era uma aventura!

Super irmãos! Um dos repetáculos do Phantom System

Super irmãos! Um dos repetáculos do Phantom System

Mas logicamente nada disso se comparava com o que eu comecei a ver nas lojas de brinquedos, lá pela metade do ano de 1990. Me deparei com uma TV ligada e o Phantom System rodando Super Mario Bros (Super Irmãos). Aí foi paixão a primeira vista! Obviamente os arcades da época também contribuíram para aumentar minha paixão. Logo não pude mais ficar sem essa maravilha chamada videogame, que o pessoal no prézinho falava tão bem e que reunia a diversão dos jogos de tabuleiro e a brincadeira de interpretar um herói. Tinha que ter um só pra mim!

Depois de muito pentelhar o meu pai, ele comprou um videogame: o Atari 2600.

Atari 2600 Jr. Só que o meu era piratão

Atari 2600 Jr. Só que o meu era piratão

O meu pai comprou um Atari piratão mesmo, com o nome TV Game, que como vantagem vinha com 128 jogos na memória. Bastava pressionar um botãozinho na parte traseira do console, e de River Raid eu pulava para Donkey Kong facilmente.

Pitfall!

Pitfall!

Bom, vocês devem imaginar que a decepção foi grande, afinal é um belo golpe ganhar um Atari após ver Mario em ação com toda a sua glória no Phantom system do shopping. Mas o mais interessante é que curti muito o velho 2600, justamente porque a criatividade e a imaginação eram necessários para jogar Atari, e isso eu tinha de sobra na época. Gostava de criar histórias e personagens baseados nos jogos, e inventava mundos e contos para cada jogo, deixando a imaginação correr solta até mesmo depois de desligar o console. Além disso, comecei a pegar gosto pelos games de plataforma: Pitfall, Donkey Kong, Mr. Postman, entre outros cujo nome não consigo lembrar, mas que garantiam horas e horas de diversão, junto com Pac-Man e seus diversos clones (eu sei que a versão do 2600 foi um desastre, mas era muito divertido mesmo assim).

Donkey Kong

Donkey Kong

Foi uma boa época, mas foi bem curta também. Afinal não tinha como uma criança de 7 anos não ficar impressionada com os gráficos e sons dos outros consoles, ou ver o marketing agressivo da Tec Toy na TV e não ficar doido por um console da SEGA. Sem contar que muitos amigos na escola estavam curtindo Master System e Nintendinho enquanto eu ainda estava na era Atari. Foi somente no natal de 1991 que eu ganharia o console mais popular da SEGA no Brasil. O Leo do QG Master já deve saber de qual console estou falando rsrsrs.

É isso por enquanto…Até o próximo capítulo.🙂

Donkey Kong

Cartucho de Donkey Kong

Curiosidades deste post:

  • Atari 2600 foi um console da segunda geração de games. Foi um grande sucesso na década de 70 e 80, mas também foi o responsável pelo Crash de 1984, quando a indústria correu o risco de ser destruída pela avalanche de games ruins e baixa demanda.
  • Jogos favoritos: River Raid, Pac-Man, Pitfall, Donkey Kong, Jungle Hunt, Mr. Postman, Space Invaders, Pelé Soccer, Circus Atari, Frogger.
  • Pitfall e Donkey Kong me iniciaram no gênero plataforma.
  • Além dos jogos de plataforma, fiquei fã dos jogos de labirinto (maze games) como Pac-Man. O console vinha com muitos clones interessantes também, como o Jaw Breaker, Cat Trax e Mouse Trap.
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2 respostas para Memórias de um Retrogamer 1 – aprendendo a pular

  1. GLStoque disse:

    Um vizinho meu também ganhou um Atari anos depois com mil jogos na memória em plena era SEGACD e 3DO. Os pais tem muito problema com videogames para comprar. Pelo menos da para conhecer de tudo.

    • Verdade, Gabriel, parece piada essa história de “pedi um playstation e meu pai me deu um polystation”, mas acontece e muito. E não dá pra culpar os pais, afinal muitos deles não tem bom conhecimento de videogames, para eles é um brinquedo como qualquer outro.

      Mas felizmente no meu caso o Atari foi um bom negócio. Conhecer os clássicos do 2600 é uma experiência e tanto.🙂

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